
O Surf é definitivamente um dos esportes mais populares do mundo. Não é fácil, nem tão seguro. A prática dessa modalidade depende da força de vontade e da persistência de quem o pratica. Afinal, não é fácil errar e tomar um ‘caldo’ (termo usado quando se é derrubado da prancha por uma onda violenta no mar), e manter a mesma empolgação para continuar treinando. O estado de Sergipe tem modificado o cenário no que diz respeito à prática do esporte. Em uma conversa com Leonardo Menezes, presidente da Federação Sergipana de Surf (FSS), é possível perceber essa mudança e o que ela significa para os surfistas do estado.
De acordo com Leonardo Menezes o Surf em Sergipe cresceu bastante no que se refere a competições, prática e adeptos de novas pessoas. Ele ressalta que Aracaju tem uma localização privilegiada nesse sentido, é uma cidade litorânea com uma hidrografia que permite boas ondas para a prática do esporte. No entanto, não acontece o mesmo com a prática profissional. No que se refere a representação do estado pelos atletas, ainda precisa evoluir , não só quando se fala no nível dos atletas, mas também o papel das empresas. “As empresas sergipanas não tem a visão de patrocinadoras, muitas não oferecem oportunidades para os bons atletas, então a estrutura para as competições fica comprometida”, afirma o presidente.

Mesmo com dificuldade, o surf sergipano apresenta suas conquistas e parece continuar vencendo grandes obstáculos. No ano passado, a FSS conseguiu trazer a etapa do campeonato Nordestino Profissional de Surf para Aracaju com a premiação em R$30.000. Até então a cidade nunca havia sediado essa etapa. Esse ano, a federação conseguiu trazer outra etapa do Nordestino Pro e do Nordestino Amador, que foram dois importantes eventos. A FSS já fechou as duas etapas também para 2011, mas segundo Menezes, ainda é cedo para dizer em qual data será ou como será sua estrutura. “Um evento desses depende de vários fatores para que aconteça”, esclarece.
Força de vontade e ajuda solidária

O surf, também é um esporte democrático e pode ser praticado por quase todos que quiserem. É verdade que ele só pode ser praticado no mar e com ondas, mas em comparação com outras modalidades, o surf tem se popularizado de forma que um amador não precisa de muitos utensíl
ios para ‘pegar uma onda’. Leonardo Menezes explica que com um pequeno investimento (algo em torno de R$ 150), uma pessoa pode ter sua prancha e os demais acessórios para surfar tranquilamente.
A Federação Sergipana de Surf mostra também que é uma instituição corajosa, pois não recebe recursos para fazer seus projetos. Leonardo salienta que apesar de o estado possuir milhares de surfistas, poucos são os investimentos, e isso acaba fazendo com que eles mal realizem os eventos. “Fazemos na garra e na vontade”, explica Leonardo. Ele também explica que há projetos de inclusão que buscam ajudar surfistas de comunidades mais carentes. “Mas não basta vontade, é preciso investimentos para que o projeto prossiga. Ajudamos alguns garotos, os atletas que mais precisam, mais só que de forma pessoal ainda, com nossos próprios recursos. Fazemos o que está ao nosso alcance. Falta um apoio real das grandes empresas!”, desabafa o presidente da FSS.

O surf em Sergipe tem apresentado várias possibilidades de crescimento do esporte dentro e fora do estado. Mas, como o próprio Leonardo Menezes exemplifica, os recursos ainda são escassos para se fazer grandes eventos. Mesmo assim, não falta para o presidente da FSS e nem para os surfistas sergipanos, amadores ou não, a coragem e a persistência, qualidades que caracteriza tanto esse esporte.
Clique aqui para saber mais sobre a prática do surf em Sergipe.
Por Matheus FortesFotos: Marta Olivia Costa
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